lunedì, luglio 06, 2009

 

Intimidades

Pois é, depois de viver sob o mesmo teto a gente descobre que o ex-namorado e atual marido deixa toalha molhada em cima da cama, elimina gases, tem chulé e ronca. É o preço da convivência diária. E nas ruas ou no trabalho? Todos já devem ter passado por esta situação: nego/a acha que por lhe ver diariamente ou ocasionalmente, pode fazer e falar certas coisas:

Situação 01

“- Para beber eu quero...”

“- Um suco de laranja!”

“- Não, não quero de laranja, eu quero de...”

“- Ah, mas, você não tem direito a escolher não! Com gelo, né?”

“- Er, não, hoje eu quero natural!”


Situação 02

“- Você engordou?”

“- Não, não engordei!”

“- Ahhh, você deve estar inchada da menstruação então...”


Situação 03

“- Você não é corinthiana?”

“- Tá louca? Da onde você tirou essa ideia?”

“- Não sei, acho que é essa cara de maloqueira que você tem!”


Situação 04

“- Você está grávida de quantos meses?” – passando a mão na barriguinha.

“- Isso aí é banha mesmo!”

“- !!!”


Situação 05

“- Eu vou ao banheiro!” – abrindo a porta de casa

“- Não, eu é que vou!”

“- Você vai fazer o número 1 ou o número 2!”

“- O número 1!”

“- Tá, vai você primeiro, mas vai logo porque está no beiço!”


Situação 06 (essa foi comigo)

“- Sakana, vem aqui ver um negócio!” – chamando-me para a cozinha.

“- O que é, Paty?” – atenta a uma revisão de texto.

“- É rapidinho...” – insistindo muito.

“- Fala!” – comigo impaciente.

“- Menina, você conhece algum lugar aqui perto que faz depilação? Dá uma olhada na minha situação!” – abaixando as calças e me mostrando a tarântula.


lunedì, giugno 29, 2009

 

Entre os Muros do Museu


Eu e Platão somos habitués do Cine Segall. Tão habitués que ontem, enquanto meu marido terminava de ler os créditos do filme francês Entre os Muros da Escola - é, ele tem essa mania, eu sai na frente e fui ao toalete. Não encontrando-me o bilheteiro o avisou: "- Sua esposa está ali naquele banheiro!" Com Platão dizendo: "- Mas ela falou que iria estar aqui!" Eu sai de onde o moço falou e ele completou: "- Olha ela lá! Só se o senhor tivesse trocado de mulher!", dando risadas divertidamente. Sei que acabamos trocando impressões sobre o filme e em seguida, literalmente, fechamos a casa. Bizarro, logo logo teremos a oportunidade de tomarmos um cafezinho com esse rapaz dentro da sala de projeção. ^__-

Quanto ao filme, foi meio assustador descobrir que os mesmos problemas que os professores da rede estadual brasileira enfrentam, são as mesmas condições calamitosas dos professores da rede pública francesa: falta de condições, de cultura e de conhecimentos gerais, descaso, burocracia, violência etc...

Fiquei incomodada várias vezes ao ver cenas de confronto entre mestres e alunos, a dificuldade em estabelecer-se um diálogo mínimo entre pessoas de mundos diversos. O final conformista é duro de engolir: diretor, professores e funcionários batendo uma pelada com os alunos encrenqueiros após mais um ano letivo.

Mas vez ou outra, Platão ainda tropeça com adolescentes interessantes, como a que rendeu-me dois comentários engraçados.

Situação 01

Platão: "- E o que você acha dos seus pais?"
Garota: "- Minha mãe é legal e meu pai tem bigode!"

Situação 02
Garota: "- Existe a música e existe o funk!"


Ela não é genial??? *^__^*

lunedì, giugno 22, 2009

 

Minha saudosa Vila Maria...


Eu morei durante mais de 26 anos na avenida Alberto Byington, localizada na Vila Maria Alta. Um lugar relativamente pacato e familiar.

Nesse tempo nunca sofri assaltos locais e andava relativamente segura pelas imediações. Tinha condução para todos os lugares. Supermercados, bancos, bancas, Casas Bahia, shopping, padarias, farmácias, tinha de tudo lá! O problema é que o bairro tornou-se inacessível por causa da quantidade absurda de automóveis na cidade e enfrentar todos os dias a Marginal congestionada para ir ou vir tornou-se um pesadelo.

Aí nos mudamos para a afamada Zona Sul! Embora estivéssemos mais próximos do trabalho e de outras comodidades, estar na Vila Mariana, próximo ao metrô Santa Cruz teve o seu preço e alguns problemas surgiram por morarmos numa região com maior número de transeuntes e escritórios: a sensação de insegurança, por exemplo.

Casei-me e fui parar no Jardim da Saúde, mais especificamente na Vila Morais. Um quilômetro me separa do lado bom e desenvolvido da região. Onde eu moro o progresso não chegou:

• Se você quer comer um simples pãozinho francês crocante, às 19 horas, não tem. As "padarias" - na verdade bibocas - são abastecidas por uma mesma central que fabrica e distribui os pães para o comércio local.
• As ditas padocas do lugar são botecos onde os manos param seus carros na calçada para beberem uma birita. Para se ter uma ideia, às 20 horas eu pedi para fazerem um lanche e a atendente me disse que era impossível fazer, porque a chapa estava desligada (!!!).
• Às 20h não é possível encontrar o comércio aberto. Acredito que a lei dos bandidos deva falar mais alto.
• Os supermercados são sujos e os funcionários muito mal educados.
• Linhas de ônibus são precárias e a sensação que eu tenho quando entro num coletivo da Viação Sul é a de que sou a única otária que paga pela condução, pois a maioria pede uma carona para o motorista.
• O sacolão, além de caro, durante o dia fica com as luzes apagadas alegando que é para economizar energia elétrica, mas, na verdade é para os consumidores não verem a qualidade dos alimentos mesmo.
• As pizzas custam o mesmo valor de quem mora na Saúde, mas o molho não é de tomate e sim de catchupe e o parmesano é substituído pelo parmesão ralado de péssima qualidade.
• Bancos? Só na parte "nobre" da Cursino por causa dos constantes roubos e estouros de caixas eletrônicos.
• No meu condomínio com seis prédios, o Vila Moraes, os moradores levam seus totós com cara de totôs para fazerem as necessidades no meio da rua e os mesmos não recolhem os dejetos de seus animais. (Mentalidade de pobre que pensa que é rico: eu pago faxineiro no condomínio!)
• Igrejas louvando o senhor é o que não falta. Nem forrozeiro e nem funkeiro também. (Engraçado, eu não obrigo ninguém a escutar Depeche Mode, nem Pino Daniele.)

Enfim, as reclamações são muitas, mas o pior é não poder contar com a polícia. Desde o começo do ano estamos sofrendo com assaltos no meu pobre bairro. Eu mesma, na última sexta-feira fui abordada por dois sujeitos. Levaram o meu dinheiro do fim de semana. SÓ.

Desculpem-me, mas sem esse lero de que eu tenho que dar graças ao meu bom senhor que não fizeram nada a mais comigo. Porque eu trabalho, ralo pra caralho e pago meus impostos em dia para vir dois sujeitos me empurrando, me mandando parar e entregar o dinheiro que labutei para ganhar e este ser gasto em bebida, droga, celular Vaiq ou num tênis Adibas da 25 de Março!

Porque esses filhos da puta veem uma japa andando à noite e acham que eu sou bacana. Não sabem que estou quase na mesma situação que eles: sem carro, com fome, com contas para pagar, louca para chegar em casa e esquecer que tive mais um dia de merda num trampo qualquer!

VÃO TOMAR BEM NO MEIO DO OLHO DO CU DE VOCÊS, GENTINHA ORDINÁRIA!!! E SE É QUE EXISTE ALGUM DEUS QUE ELE SEJA JUSTO COMIGO E QUE VOCÊS MORRAM COM A CARA ARREBENTADA POR UM TIRO E TENHAM SEUS CORPOS JOGADOS NUM TERRENO BALDIO QUALQUER.

Não. Não aliviou...

mercoledì, giugno 17, 2009

 

Os Noia


Como já postei aqui, estou sem imaginação alguma. Minha cabeça não anda funcionando criativamente como gostaria. Então, vou discorrer sobre meu mal humor corriqueiro de todas as manhãs, inspirada no post de algum blog que eu leio regularmente.

Se tem uma coisa que eu deteste muito é ter que acordar para fazer qualquer coisa. Para trabalhar então, nem se fale...

Tudo o que eu quero de manhã, no trajeto que faço de casa até chegar na agência é sossego: não fale comigo, não mexa comigo, não olhe para mim, não conte seus problemas pessoais se nunca te vi na vida! Não tenho piedade de gente que começa a desfiar suas agruras e más sortes quando não a conheço. E ponto final.

Só que como eu dependo de coletivo, dificilmente não me sinto invadida. Hoje de manhã três moleques falavam muito alto dentro do ônibus. Estavam animados, dizendo que agora trabalhavam e que eram "responsas"! Resolveram sentar atrás de mim, com as pernas de um chutando minhas costas e o tom das vozes não diminuíram. Saquei meu MP3 e ainda assim escutava o papo furado deles:

Mano 01: "- Mas cê já puxa logo de manhã, cara?"
Mano 02: "- Opa! Eu entro só às dez, até chegar lá eu já tô bruxo de novo!"
Mano 03: "- Ahahahah! Falô o bruxo! Cê num é responsa não?"
Mano 02: "- Claro que sô responsa, rapá! Mais eu dou uma fumada num baseadinho e fico bem pru resto do dia..."

Pensando bem, trabalhar o mês inteiro para receber uma merreca dum salário mínimo? Só sendo um chato noiado mesmo.

:-(

lunedì, giugno 15, 2009

 

Orkut me, twitter me...


Houve um tempo que eu tive Orkut, Multiply, blog, fotolog, ICQ e MSN. Até marido eu achei perdido num chat qualquer. Só que tantos ferramentais na rede me deixaram exposta e em meio a situações esquisitas e que nem vou perder tempo citando aqui.

Voltei ao orkut e tenho twitter, que confessamente não sei mexer. A razão? Algumas agências têm considerado em seu processo de seleção parte dos itens que citei acima como algo obrigatório: se você não tem, você está por fora do que acontece na internet e como pode conhecer os consumidores que estão no mundo virtual?

Eu acho estranho, de qualquer forma lá estou. Quem quiser me achar: Saka Sandra, sakasandra e san.sakana@gmail.com.

martedì, giugno 09, 2009

 

Da ultrapassada série "não tem preço"


"Aparelho três em um (lp, k-7, cd): R$ 1.299,00

Vinil Closer do Joy Division: R$ 110,00

Adaptador para plug: R$ 9,90

A cara de criança boba e feliz do Platão: não tem preço!"

Porque eu estou literalmente padecendo do mal da criatividade há tempos, mas, ontem cheguei em casa com a pequena peça que fez uma grande diferença. Fiz os encaixes nos devidos machos e fêmeas e? Funcionou! Ouvi Depeche Mode, Coldplay e depois David Bowie... Já disse aqui que eu queria ser a "china girl" do video-clipe dele? Agora só falta o Ian Curtis baixar lá em casa, já que o Submarino deve ter afundado com toda sua tripulação atrás da caixa preta do avião que caiu em alto mar.

Saco!

lunedì, giugno 08, 2009

 

Eu recomendo: OCEANO


Não. Este post não é sobre a música melosa do Djavan.

Há anos acompanho os trabalhos da Cia. Pia Fraus - que vivem no exterior se apresentando e aperfeiçoando suas técnicas - e dos Parlapatões. São artistas brasileiros que estão na batalha e usam, sobretudo, de muita criatividade para ultrapassar o limite da falta de verba.

Sábado último fui ao Circo Roda Brasil e levei uma renca de pessoas junto comigo, incluindo meus pais. Eu assisti ao primeiro espetáculo que foi o Stapafurdyo em 2007 e o achei superior em alguns aspectos, mas, ainda assim OCEANO encanta. E conta uma linda história sobre um menino que perde seu pato de borracha na banheira e vai parar no fundo do mar.

Entre acrobatas, balões infláveis, equilibristas e palhaçadas, o espetáculo desenrola-se em duas horas que passam num piscar de olhos. A trilha sonora é do Branco Mello (Titãs) e do Emerson Vilani (Funk Come Le Gusta). Destaque para o último número dos pinguins patinadores.

Platão desta vez me acompanhou e, acredito eu, era a maior criança da plateia: comeu pipoca e amendoins caseiros (levados pela minha prima Chubs), aplaudiu, pulou, gargalhou e assobiou. Ele justificou-se que temos mais é que ovacionar esses artistas brasileiros. Concordo!

Eles merecem aplausos. Muitos aplausos!

E se você, você e você querem um programa divertido para toda a família e estão fartos da trilogia shopping center – cinema – fast food, vá assistir ao OCEANO. E como disse o “Gisele Bindixi” dos Parlapatões: “- Com o dinheiro que se paga para assistir ao Cirque di Soleil, dá para comprar uma fileira inteirinha do Circo Roda Brasil! E VIVA O CIRCO BRASILEIRO!!!”


Serviço: Circo Roda Brasil, espetáculo Oceano. Até 26 de Julho. Onde: Memorial da América Latina, portão 04. Estacionamento: R$ 5,00. Ingressos: de R$ 10,00 a R$ 20,00. Pipoca: de R$ 5,00 a R$ 10,00. Bebidas: de R$ 2,00 a R$ 3,00. Quando: sexta, às 21h; sábado, às 16h e 20h; domingo, às 16h e 19h. Site: www.circorodabrasil.com.br.

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